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Pedro Augusto Mota (189?-1926) Operário gráfico, jornalista e militante anarquista brasileiro nascido no Ceará. Iniciou sua militância nos anos 20, em Fortaleza, ligado ao Sindicato dos Gráficos, sendo o responsável pelo jornal A Voz do Gráfico, onde assinou algum dos principais artigos, muitos dos quais, com pseudônimo. Esse jornal foi uma das mais importantes publicações do sindicalismo revolucionário no nordeste brasileiro. Mota, no entanto, atraído pela pujança do movimento anarquista no sul do Brasil foi para São Paulo, onde se integrou ao movimento anarco-sindicalista. A partir de 1923, tornou-se o responsável pelo jornal A Plebe, onde manteve também artigos regulares sobre o Ceará. Nesta época em que se iniciavam os debates entre anarquistas e comunistas, Pedro Mota manteve uma posição crítica do autoritarismo leninista, divulgando na Plebe textos de Emma Goldman e assinando artigos de crítica à ditadura do partido comunista e às posições de ex-anarquistas brasileiros como Astrogildo Pereira, então convertido em adepto do leninismo. Durante as lutas contra o governo de Artur Bernardes foi um dos militantes que assinou o documento "Moção dos Militantes Operários ao Comitê das Forças Revolucionárias", em que os militantes operários e anarquistas apresentavam suas reivindicações ao grupo militar que se tinha insurgido em São Paulo. Após a derrota da revolta, o jornal A Plebe foi fechado e vários militantes, entre eles Pedro Mota, foram presos e enviados para o Rio de Janeiro. Em finais de 1924 foi deportado para o campo de concentração do Oiapoque, localizado no extremo norte do Brasil, junto com centenas de outros militantes operários, anarquistas e comunistas. Em 1926 conseguiu fugir para a Guiana Francesa, onde veio a morrer em 12 de janeiro, em conseqüência de maus tratos e das más condições de saúde resultantes da deportação na Clevelândia. |
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