José Martins Fontes

 José Martins fontes, nasceu na cidade de santos em 23 de junho de 1884, filho de Isabel Marins fontes e Silvério Martins fontes. Formou-se em medicina mas também ficou conhecido conferencista, escritor e poeta dos que melhor trataram a língua portuguesa em seus escritos. Martins fontes, como assinava seus livros, revelou-se muito cedo um menino com inteligência superior as crianças de sua idade. Seu veio poético e seu dom de orador deram seus sinais ainda na infância e surpreenderam, aos oito anos de idade, em 1892 zezinho fontes (apelido de infância), já publicara os primeiros versos do seu jornal manuscrito "A metralha" e posteriormente em conjunto com seu amigo João carvalhal filho publicou o jornal "O democrata" este já no ano de 1896, ambas publicações existiram por um curto período. Porém, ainda no ano de 1892, no primeiro de maio, em uma sessão solene, no centro socialista de santos, que Martins fontes estreou como orador e poeta recitando um hino de sua lavra á Castro Alvez. O centro socialista de santos foi fundado em 1889 pelos marxistas Silvério Martins fontes, Raimundo Sóter de Araújo e Carlos de Escobar. Silvério santos também fundou os jornais santistas "ação social" em 1895, sempre em companhia de seu pai, Martins fontes assistia com freqüência às conferências do centro socialista e neste lugar foi testemunha de vários conflitos entre partidários do socialismo autoritário e do anarquismo, acostumou-se aos debates calorosos entre as duas correntes socialistas, entregou-se aos estudos das questões sociais sob a orientação de seu mentor e pai, de quem em seguida divergiu, afastando-se do socialismo chamado cientifico e abraçando o anarquismo, sua identificação com teorias anarquistas foi tal que este ideal o acompanhou até a sua morte. Em 1901 já anarquista convicto, matricula-se na faculdade de medicina do rio de janeiro no ano seguinte conhece Olavo Bilac, que teria grande influência no inicio de sua carreira literária. Ainda estudante, em 24 de julho de 1904, Martins fontes ao lado dos companheiros libertários Elisio de carvalho, Fabio luz, Manuel de Mendonça, Pedro do Couto, rocha pombo, Pansilipode da Fonseca, Maximimo Maciel Erasmo Vieira, J. Mota assunção e outros participa de uma das mais arrojadas iniciativa anarquista da época, funda a universidade popular do ensino livre, que tinha como função tornar acessível a instrução superior e a educação social para o proletariado, através do ensino racionalista de Francisco ferrer e da pedagogia libertaria.

Em 1906, já doutorado, começa suas atividades como médico no hospital dos alienados, ainda no rio de janeiro. Já em 1908 viaja para o acre, onde enquanto médico toma conta da comissão de obras do acre. Em 1914, compreende longa viajem para estudos na Europa em Barcelona, conhece Pompeyo Gener que exerceu grande influencia em suas poesias de caráter social. No ano seguinte fixa-se definitivamente em santos onde prestou valiosos serviços como médico, chegando inclusive a exercer a função de delegado da saúde. Dedicou boa parte de sua vida a medicina, trabalhando nos hospitais da santa casa da sociedade humanitária dos empregados do comércio, da sociedade beneficente portuguesa, Estava sempre pronto para prestar soliedaridade aqueles que não tinham como pagar e a ele recorriam em busca de alivio para seus sofrimentos físicos. Martins fontes iniciava o trabalho como médico as seis horas da manhã e de hospital a hospital pontualissimamente lhe transcorriam as horas as três e meia regressava ao lar, só então começava à escrever, chegou a atender vários trabalhadores grevistas, após conflitos com a policia, sem qualquer interesse financeiro, Martins fontes era a personificação da própria bondade, enquanto conferencista palestrou em meios proletários e acadêmicos, chegou inclusive a proferir uma conferencia no centro da cultura social de São Paulo que existe até hoje. Martins fontes faleceu inesperadamente às 11:50hs do dia 25 de junho de 1937 com 53 anos num dia de sol ardente como sempre desejou, segundo amigos dele.

Em 1938, o amigo Epíteto fontes o descreveria assim: " Não acreditando em deus, descrendo dos governantes humanos, não tendo religião ou credo politico, este ateu, este anarquista, era o mais piedoso dos homens, piedade universal, profunda, vigilante de todas horas e de todos os minutos". Deixou 4 obras poéticas que foram publicadas ainda em 1938 pela comissão glorificada de Martins fontes.

In English, see The Daily Bleed, June 25
http://www.recollectionbooks.com/bleed/0625.htm